Portal da Poesia - Abel Carvalho


Um amor

Tenho um amor que amo

Tenho um amor  que me ama

Amor perene e fugidio

Feito cio

Amor maior assim

Sem fim

Tenho um único amor

Longe de mim

Dói como cravo sem espinho

Voa como ave sem ninho

Dissonante em tempo e cor

Abre um Céu de amarguras

Qual um banho de sonhos

Em uma noite insone sem fim

Vem

Vem ver o quanto sofro

Vem ver quanto desgosto

Vem ver

Por fim

O que vi

Vi o quanto tu sentes

Vi que aceitas as correntes

Amar

Amargo

Amar não é assim

Se sentes

Não pedes

Com certeza hoje imploro

Um dia

Um adeus


Outra hora

A regozijar-me de ti

Foi ontem

Talvez outrora

Um tempo vivo

Sem fim.


Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 19h04
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O amor muda

O amor muda
Muda a dor
O sofrimento

A poesia muda
Muda o amor
A musa

A vida muda mesmo sem morrer
A ideia muda
O tempo passa
E muda

A roupa muda
Mudo eu em ti
Mudas tu de mim

É assim
Sem fim

O sonho muda
Mudas tu de mim
Eu mudo assim

Tu mudas
E ficas muda
Mas nem tem que ser assim

O tempo muda
Um dia chuva
No outro dúvidas
Que queres tu de mim

O vento muda
Brisa quente
De dia
Vento frio condutor de insônia
A madrugada de um novo dia.

Mudei
Mudou
Mudei o meu amor
A dor é a mesma

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 14h15
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Apenas dor

A minha dor não significa que eu sofra

A minha dor é minha

É pessoal e intransferível

A minha dor às vezes me acalanta

Me embala qual uma quimera

A minha dor é fera

É bela

A minha dor é dela

A minha dor às vezes me apascenta

Outras vezes me atormenta

A minha dor é pura poesia

A minha dor é fria

Às vezes vazia

Outras vezes me arrepia

A minha dor é cria

Filha do meu tempo

Amiga dos meus prantos

Conselheira dos meus desencantos

A minha dor é minha companheira

É ela que afugenta o sofrimento

Que não quis

A minha dor é amiga fidalga

É apenas dor...


Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 07h09
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Eu te amo

Quando alguém ama como eu amo

Fica bobo

Quando alguém ama como eu amo

Simplesmente ama

Amar é bom

Nunca é tarde

Amar a ti é amar a minha vida

Quando alguém ama como eu amo

Ama

Ama assim distante

Errante

Como antes

Mesmo sem saber

Creia

Te amei a vida toda

E nem sabia

Meu amor é tão longo quanto à lua

A rosa azul que me  pedias

Eu te aceitaria agora

E antes

Vem

Vem sem me julgar

Vem me amar como te amo

Quando alguém ama como eu amo

Pede

Implora mesmo sem chorar

Vem

Me deixa herdar teu bem

Vem me amar um dia

Amor que eu nem cria

Vem me amar como querias

 

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 08h23
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Amo a ti

Amo uma mulher que mal conheço.

Ela me disse isso.

Amo uma mulher que me acusa de nunca tê-la visto.

Ela tem razão.

Amo uma mulher com a qual só fiquei cinco vezes,

Talvez...

Amo uma mulher que me ama.

Essa mulher me ama.

Ama,

Ama sim,

Assim.

Ama como eu a amo agora.

Ama como outrora,

Antes de dizer que sim.

Amo uma mulher que me ama.

Amo uma mulher que me quer.

Amo um amor maior que o tempo.

Amo um amor que não conhecia,

Que não Cria,

Que não via.

Amo amar assim.

Amo te amar assim.

Amo saber que tu me amas.

Amo sim...

Amo assim...

Amo a ti,

Amo a mim.


Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 18h33
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Amor

 

Amor...
Amar...
Amar o amor que eu amo.
Amar o amor quantas vezes?
Amor quantas vezes?
Amar o amor assim.
O amor é assim...
Teu,
Meu,
Sem fim.
Eu,
Tu,
Sozinhos...
Amar o amor quantas vezes?
E tem que ser assim...
Nunca te vi?
Pecado infindo.
Ontem eu vi teu sonho.
Não,
Engano...
Ontem sonhei novamente contigo
Ah eu te amo!
Ah eu te amo!
Ah eu te amo!
Amo.
Amo.
Amo mais que qualquer amor que eu tenha tido.
Amo assim perdido.
Sem tempo,
Sem fim.
Amo mais que qualquer amor controlaria,
Te amar não pode ser simples heresia,
Nem hipocrisia.
Te amar é agonia
Fria,
Forte,
Sem controle,
Sem fim.
Deus não pensa em mim!
Queria não te amar assim...

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 14h15
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Poema com pontos.

É claro que não te culpo.

Sou justo assim como sou.

Te perdi? Perdi sim. Quis assim.

Não te importas o que vivo

Menos ainda me importa o que vives tu.

Sou assim, mesmo antes de ti.

Te quis sim, duas ou três vezes...

Um dia sem fim.

Não sei o que mudou...

Não sei fingir como finges.

Não sou feliz como és infeliz.

Sou único mesmo sem te conhecer.

Sou tempo, sou vento, sonho sem fim.

Sou teu.

Queria... Queria sim.

Vou ficar aqui, tu sem mim.

Eu aqui assim... Outro dia sim fim.

Nós como um amor que não deu certo, tu sabes!

Sabes sim.

Então não te canso, nem me lanço, nem te quero.

Quero sim, tu sabes.

Sabes que me queres... Foges por quê?

Foges de mim... Foges sim.

Não vivo a tua vida, não penso, nem tento.

Seria teu antes, mas não sabia, nem te via...

O que custou te revelar?

Cego fui eu, nem sei quando tempo.

Uma vida que perdi...

E nem sei quantas vezes fiz isso...

Gosto de ser estranho como sou, talvez único, seguramente dor, tu sabes...

 

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 14h54
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Devaneio

Amo mais que um amor pode amar
Mesmo sendo esse amor o maior amor que tenho

Amo como o tempo findo chama para a morte

Amo assim calado
Um amor sem eira nem beira
Morto
Sepultado
Sem capacidade de ressuscitar

Amo com ira de um consorte

Amo como amo a Fé que não tenho
Amo como venho
Sem mesmo acreditar

Amo como um poeta roto

Como um escriba louco
Recuso o sonho que não quis

Amo assim um amor rotundo
Profundo
Profano

Infecundo

Sem rumo
Sem pé
Sem cabeça
Sem fim

Amo como odeio a morte
A falta de sorte
O erro de rogar a um Deus que não creio

Amo sem anseio

Amar é apenas devaneio

E dói

Dói

Dói que trespassa a dor
De saber o que é amor
E não viver

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 19h54
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Sempre

 

Sempre amei o silêncio
O frio
A dor e a solidão
Isso até te conhecer
Até que tu entrasses em minha vida

Sonhei
Deus sabe
E é minha testemunha
... Se é que Ele existe...
Ser no fim da vida apenas um ermitão

Sempre pensei que o amor fosse tudo o que eu necessitasse
Só o amor
Não amar

Nunca te roubei um único beijo
E a única vez que te toquei fui repreendido
Então o porque dessa necessidade absurda?
Essa saudade sem fim?

Sempre vaguei calma e mansamente pela noite sem chamar a atenção
Fiz versos
Uma ou outra canção

Sempre fui o dono dos meus próprios sentimentos
Até da mais incontrolável paixão
Então o porque dessa necessidade absurda?
Essa saudade sem fim?
Desejo!
Paixão!
Conteúdo!
Loucura...

Hoje vaguei-o insone sem sair do lugar
Odeio o silêncio
O frio
A dor e a solidão
Antes amigos e companheiros
Então que necessidade é essa?
Obsessão!
Fixação!
Compulsão!
Tormento!
Suplício!
Tortura!
Sonho sem fim...

Te disse: a vida me pregou uma peça
Mais uma
Entrei porque quis
Não deveria...

Te vejo a toda hora
Tua lembrança está comigo em meio a qualquer multidão
Nem mesmo preciso fechar os olhos

Agora
Muito tarde
Eu tenho a certeza que preciso de ti
Nós precisamos um do outro?

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 20h13
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É estranho

 

É estranho viajar  no tempo
Mesmo brincando
Dói
Dói e dilacera a alma
O corpo
O espírito

Dói como carne cortada por navalha
Fere
Fere a memória
Corta o âmago

Ah! Viajar no tempo cansa
Cansa como a dança dos sonhos
Dança que encanta
Sanha sem senha
Fogo sem lenha
Tempo sem fim

É estranho viajar no tempo assim
Sem sorrir
Sem vê o que vi

Tempo
Tempo de mim
Tempo de ti sem mim
Tempo que vai ser assim

Viajar no tempo lancina
Perfura
Sutura

É estranho viajar no tempo
É punção
É como fazer poesia coletiva
E tu achares que fiz pra ti...

Viajar no tempo sangra
Sangra
Sangra
Sangra como sangrou ontem
E ninguém viu

Viajar no tempo é estranho
Tão estranho quanto o amor que não vivi

Viajar no tempo cala
Entala
Repara
É expiação

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 11h30
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Ao longo da vida


Ao longo da vida ruminei metade das minhas ideias.
Ao longo da vida abortei, pelo menos, metade dos filhos que fiz.
Sem arrependimentos.
Posso construir novas ideias.
Sem arrependimentos.
Posso gerar novos filhos.
Mas ainda há tempo?

O tempo me escorrega entre os dedos como água...
É vã a tentativa de segurá-lo.

Ao longo da vida plantei sementes,
Umas brotaram outras não.
Não separarei o joio do trigo,
Não quis ir além.

Ao longo da vida colecionei sustos,
Algum justos outros não.

Ao longo da vida fui justo,
Passageiro da paixão.

Ao longo da vida fiz versos,
Alguns certos outros não.

Ao longo da vida desisti, insisti,
Disse não.
Hoje acredito em poucas coisas,
Menos ainda no amor.

Ao longo da vida escondi tudo que um pai tem que esconder e contei tudo que um irmão tem que contar.

Ao longo da vida fui assim...

Ao longo da vida amei duas vezes
E esqueci de mim.

Ao longo da vida usei como  armas o lápis, o papel, a canção e a poesia.
Em algum tempo fiz da minha vida um hino...
Outrora fui menino.
No fim da vida te encontrei e te perdi.
Fiz do meu jeito.
Eu mereço...
Nem me pergunte:
Eu sou feliz.

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 09h41
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Ontem

 

É claro que não vivo os teus sonhos
Seria heresia
É claro que não sonho contigo todas as noites
Só algumas
Ontem sonhei contigo
Mesmo sem querer...
És bela
És tempo
És fim...
Onde estavas ontem?
Sei! Longe se mim...
Onde estás agora?
Aqui...
Longe de mim.
Queria te ter toda hora
Assim...
Um dia
Dois
Uma hora
Um momento sem fim
Outrora?
Muito antigo!
Não és assim...
Um passo
Um conto
Um terço
Um dia sem fim.
Uma hora
Eu ébrio
Teus olhos em mim..
O que sou?
Um homem...
Um dia longo e sem fim.
És hora
És tempo
És tudo enfim
Hoje....
Dois dias...
Tu em mim.
Tão pouco tempo
Um dia assim.
És cor
Sabor
Fulgor
Manhã de mim...
O quanto eu quero?
Não te digo...
Tenta adivinhar.

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 11h56
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O meeiro

 

Não me importo com aquilo que tu sentes
Se menos me importo com aquilo que eu sinto
O que sentes não me diz respeito
O que sinto pouco te interessa

O que sentes é teu
É devaneio
O que sinto é meu
É verdadeiro

Eu não sinto a dor que sentes
Tu não sentes o que sinto por inteiro 
Se hoje minto em um poema companheiro
Se hoje sangro em poesia e pesadelo
São meus versos frutos de amor derradeiro
São estrofes que arranco de um meeiro

Tu não te importas com aquilo que eu sinto
Se menos te importa com o que tu mesmo sentes
O que eu sinto não te diz respeito
O que sentes pouco me interessa

O que eu sinto é meu
É devaneio
O que sentes é teu
Ê verdadeiro

Tu não sentes a dor que eu sinto
Eu não sinto o que sentes por inteiro
Se hoje mentes em um poema companheiro
Se hoje sangras em poesia e pesadelo
São teus versos frutos de amor primeiro
São estrofes que arrancas de um meeiro

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 12h16
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Mairi

Branca estrangeira

Te sonhei quase francesa...

Tu não serias mítica heroína 
Seria a sina tupi da qual fugi.
Para a onomástica és Índia
Franceses que não te conhecem
Te chamariam cidade.
Eu...
Amiga
Povo guarani
Céu em furor
Unção bendita que grita
Amor...
Se não existem laços
Existe a vida que une mesmo sem saber...
Querer?
Um dia ou dois é sonho
Sonho é lira
Beira ao torpor
Mai ira
Não como teu nome se traduz
És como a luz
Mistério
Langor
Brilho sem fim
Dia sem noite
Em mim...
Tempo
Tempo
Tempo sem vento
Tempo sem caminho
Chorinho de menina
Menina
Linda
Que reluz amor

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 13h21
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A poesia que não queria escrever (Último Poema 2)

Nenhum ser humano pode ser condenado duas vezes

Por cometer e repetir o mesmo crime
De direito não se vive dois amores

Amor é único

Amar é unção
Benção
Devoção

Às vezes amar é solidão

Não
Os sentimentos não se repetem
Como o mesmo crime não se renova
Corações não se reciclam
Batem em ciclos até o pulso final

O amor não se repete
A poesia não se repete

Não se repetem os sentimentos e as dores
Não se repetem as angústias
A insônia e o suor da madrugada

O amor não se vive duas vezes
Não se foge duas vezes
Não se morre duas vezes

Viver o amor duas vezes
É condenação dupla pelo mesmo crime
É extrema-unção tardia
É vilipêndio da paixão

Não
O amor não se repete
Não se repete a condenação pelo mesmo crime

É heresia agora continuar a sentir teu cheiro
Não poder sentir o prazer que nunca sentir
É condenação

Só um amor é verdadeiro
Inteiro
Só um amor verdadeiro
É precioso e tardio como o diamante que demorou tantos anos
Para aflorar

O verdadeiro amor é sonho
E o sonho não se toca e nem se vive
Viver de verdade um amor verdadeiro é crime
E cabe dupla condenação
Sem aviso e extrema-unção

 

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 07h32
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Sinergia do não

É
 Não está sendo fácil
 Gostaria de saber o que realmente você quer
 E por que ainda acredito em você

Passam milhões de coisas por minha cabeça
 Mas nenhuma delas me leva até você

Não somos nem mesmo amantes virtuais
 A vida tem nos pregado um bom bocado de peças
 Pensei que não as suportaria
 Mas Deus é maior

É chato
 É muito chato
 Gostaria de passar horas conversando contigo
 Gostaria muito de te irritar
 Brigar e depois te dizer que estavas certo
 Nunca quis te magoar
 Te magoo
 Me magoo e sofremos juntos
 Mesmo sem nenhuma ligação carnal
 Virtual
 Espiritual
 Mesmo sem nenhum tipo de ligação

Como isso é possível

Não sabemos
 Só sabemos o que acontece com a gente

Sinergia

Pode até ser

Não posso dizer que meu mundo ficaria completo com você
 Não posso afirmar que eu deixaria teu mundo completo
 E isso dói
 Como dói

A certeza que tenho é que preciso de você
 Na verdade esta é a única coisa que posso afirmar por nós dois
 Nós precisamos um do outro.

Afirmo isso com tanta força
 Com tanta certeza que chegar a doer
 A doer mais e mais

Talvez um dia aceitemos que não há nada de errado
 Um dia talvez nos encontremos e nos aceitemos

Porque tarde demais

Por me achar incapaz

Que droga...


Autor Desconhecido



Escrito por Abel Carvalho às 17h44
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Sangrou

A tua poesia é uma dor sem fim.

A tua poesia sangra como um sudário sem dono.


O meu amor esparge o fel do sofrimento.

O meu amor por ti trespassa meu sonho timorense.


A tua ausência é um crucifixo sem história

Sem corpo, sem chaga, sem véu.


A tua saudade me aniquila em alma, luz, escuridão.


A tua lembrança me corrompe, constrange meus desejos,

Desenfreia, arde como o canto da lira que eu nunca ouvi.


A minha dor...

A minha dor dói cálida e perene,

Não seca, comprime, cega, estremece,

Emudece a minha insônia sem fim.


A minha dor...

A minha dor cresce, não estanca,

Desanca como um Céu em tornado,

Como o mar em turbilhões,

Como um coração parado, seco, separado,

Entregue as mãos de quem não quis.


A tua poesia e a minha dor caminham juntas, a passos largos,

Em tragos, disseminações e reminiscências.


Em essência fogem de si mesmas, se conhecem, não se amam,

Se odeiam como dois tolos enamorados sem destino,

Se fecham, se calam, se martirizam para sempre.


A minha dor é o teu poema,

E sangra.


Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 08h39
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A poesia do silêncio

Poesia arte de fazer versos,

gênero poético, poema,
ode...

Característica do que toca,
eleva, encanta.

Forma especial de linguagem dirigida à imaginação e à sensibilidade do raciocínio.

A poesia transmite, sobretudo, emoções.
Poesia é trova e verso, substantivo feminino.

Silêncio é ausência...

Silêncio da noite, sossego, repouso, inação.

As paixões ficam em silêncio.

Silêncio é mistério, segredo.

O silêncio prepara golpes mortais.

Silêncio mortal, silêncio absoluto.

Guardar silêncio é calar-se.

Mas silêncio é paz, sossego, tranquilidade.
Interjeição e substantivo masculino.

No silêncio guardei minha poesia,
Velei sonhos, rancores, perdi amores.

O silêncio é um texto fácil de ser lido errado
.
A poesia é eterna.
O silêncio também.

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 08h24
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Sigo

 

Sigo a minha vida passo a passo
Lembro o som de cada mágoa que chorei por ti

Somos seres estranhos
Querias um amor
Eu
Poeta
Ganhei uma musa

Ti dizes feliz e completa mesmo a minha ausência
Sou feliz porque voltei a ser triste 
Inspiração que motiva a pena

Vagueio dentro de mim mesmo por mil noites
Ainda assim vejo as sombras do sol que já se pôs há horas

Me imagino
Então
Beijando tua face 
Lente opaca de um sonho que não vem

As vezes
Em meio a crise
Ouço vozes
Sons da letargia
Da agonia incompleta
Background de um tempo sem fim

Hoje
Completo em insatisfação me dispo do teu sonho 
Do coração arranco teu retrato
Da memória o Véu que não vingou

Cada poesia que faço é um grito mudo
Um aceno
O velo da paixão

Apenas saber que me amas já não me completa
Gritar que te amo nem é compaixão

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 08h44
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Um lugar

Queria um lugar meu 

Pra viver eu
Mesmo que fosse um dia

Hoje
Desejei ontem mais uma vez

Queria que fosse perene
Ponto
Agora
Antes
Outrora
Sempre

Sonhei apenas em roubar um beijo
Sonho triste
Sem desejo
Dia
Fim
Hoje
Amanhã 
ontem
Futuro
Guia
Seguro
Noite sem fim
Escuro

Queria um lugar tranquilo
Sem sombras
Sol
Destino
Limo
Pudor

Queria ver sem mágoa
Sofrimento
Rancor

Queria cerne
Eixo
Revogar a queixa 
Esquecer a deixa
O toque quase sôfrego
O batom 
O calor da indecisão

Queria a rosa azul
A quimera da insônia
O susto do prazer
O medo do querer
A dor sofrer

Queria ter vida
Tu minha vida

Queria viver
Regurgitar em tua boca sofrimento
Receber de volta cada gota
Sair por ai sorrindo de mim mesmo
Desabar em um canto impreciso

Queria tino
Timor
Essência 
Ausência 
Viver o último desejo

Queria tua…
De volta o que não tenho

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 20h01
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Cada dia mais distante

Cada dia mais longe de ti

Aos poucos me acostumo

Com a dor da tua ausência

 

É como um corte profundo
De uma lâmina fina
Sangra pouco a pouco
Pingo a pingo
Arde como véu que te dei
E não quisestes
Queima a cada noite como
O sono que não chega

Se ontem de vi
Hoje esparjo fel de saudade

Se te encontrar talvez
Não te conheça

Se antes eras matéria intocada
Hoje és vácuo
Nem lua
Nem passado
Nem tempo
Nem futuro

Se foges deixo
Aceito
Também quero

Se voltas te recebo
Adio o fim

Se quero é devaneio

Se choro é pesadelo

Se canto ouço lamento

Se sonho vejo sofrimento

Se calo perco a vida
A morte
Teu sorriso

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 09h14
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Hoje

Hoje desisto de ti

Como da minha própria vida

Hoje deixo de sonhar
Como se não existisses

Hoje faço partir um futuro que nunca sonhei
Marco como fim a tua ausência
Como ponto o teu medo
Como mote a covardia

Hoje planto o que pisastes
Colho o que plantou pra mim como ilusão
Semeio sem comando um novo tempo
Apanho mais uma vez da vida por querer

Hoje te afasto
Sem olhar teus olhos

Me deixo vencer pela loucura
Insônia companheira
Atroz amiga de tantas madrugadas
Vetor de endemias
Epidemias 
Pandemias de paixão
Loucura única
Unitária
Unigênita
Útera e atemporal
Tardia e leve como o linho
Forte como o papiro que escreve uma história sem fim

Hoje

Nem penses

Não planto um recomeço

Esqueço de mim
De ti
Da vida que temos
Do tempo que não vivemos
Da mutilação disforme e desmedida
Do amor que alucina 
Da dor que lancina
Da ilusão sem fim

Amar
Pra que
Não vale a pena

Sofrer de novo a mesma dor
É absurdo

Hoje
Pra sempre me faço mudo
Sem medo
Mágoa
Ou rancor

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 08h43
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Depois de ontem

Ainda preso ao torpor do prazer

De pernas trôpegas e suado
Tu dizes não aos meus sonhos
E aos meus desejos

E eu continuo a ouvir You Are So Beautiful

Sonho tosco que tive

Fruto da embriagues
Da indolência
Da pouca tolerância que tens
Do medo que sentimos
Da covardia fria desses olhos
Que choram por ti noites sem fim

Mais uma vez te faço o que me pedes

Não sou réu
Nem Cristo
Nem Pilatos
Nem pecado

Sou vida
Carne que pulsa
Verme que consome
Arte num banheiro
Amor por inteiro
Paixão sem fim

Agora sou eu que não quero

Choro
Sofro
Mas me abstenho pois sei da minha culpa
Das vezes que quisestes

Digo sim

Hoje é o fim

Você é tão bonita para mim

Estranho

Anormal

 

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 15h35
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O teu beijo

Roubo um beijo de ti
Em mais um sonho que não tive.
Acordo fugindo do que vejo
Por madrugadas incompletas.
Sinto um sono voraz
Que não sacia a minha mágoa.
Durmo para ti todas as noites
E dias sem sossego.

Como um poeta,
Um náufrago, perco a pena,
Afogo mil vezes a tua ausência sorrateira,
Perseguidora como o fel da minha dor,
Flor do Céu perdida no estupor.

Tua lembrança me lancina,
Finca a crina, muda a tez,
Perde o sentido.

Vivo, vivo estou,
Quando te vejo não te beijo, desejo,
Pranteio a tua dor,
Nunca sofri por mim, nem por ti,
Por meu amor.

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 08h08
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Queda o tempo

Um velho sonho queda
Um novo também vai
Apenas outro dia triste como muitos

Vencida mais uma noite
O tempo passa como em todas as horas
Ninguém vive do passado
Nem do futuro

O tempo é presente
Dita regras
Vence sonhos
Queda a vida
Chama a morte

Tempo é purgatório
Expiação
Cura de pecados
Não purifica a alma por falta de fé

O tempo sara
Não cala o coração
Rói esperanças
Pui o amor
Apaga a chama
Aplaca o furor

Tempo findo
Tempo certo
Tempo sem volta
Tempo que não veio

Tempo sóbrio
Tempo incerto
Tempo de chorar
Sorrir
Lamentar
Nunca mais tempo de sonhar

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 13h07
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O teu poema para mim

Autor desconhecido

Você sabe o quanto eu gosto de você...
Talvez possa realmente não ser amor
Pelo simples fato de não ter força para cair nos teus braços
Olhando para o lado já tive muita

Tua Paixão é difícil de entender
Paixão quer voz
Quer pele
Quer fogo a todo instante
No entanto tu relutas...

Ser diferente te torna estranho
Mas esse é teu encanto

Diante disso fui impulsiva
Intensa
Irresponsável
Em raros instantes
Calma
Serena
Tranquila

Você
Calmo
Sereno
Tranquilo
Confuso...

Isso assusta
Às vezes assusta...

Não quero ir adiante
Não estou firme desta decisão
Não
Não estou
Não quero ir

Queria que desse certo
Apavora-me a profundidade do que sinto por ti
E caminho escuro para o qual seguimos...

Pode não parecer
Já sofri muito com minhas escolhas
E o mais engraçado de tudo
É que estou sem forças para arcar com a escolha certa...

Sempre te desejei ao meu lado

Sinto repulsa por mim
Tenho que gerenciar minhas emoções
Manter-me longe de ti
É o preço...



Escrito por Abel Carvalho às 07h46
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Aqui

 

Aqui vivo hoje o teu sonho

O sonho que tu te recusaste a dormir

Aqui sonho em te ver

E tu não vens

Mas sofres sozinha por noites

E madrugadas infindas

 

De que me valeu o que fizemos...

A tua revelação...

De que me valeu a lua que me destes...

O que sonhei...

 

De que me valeu o pingo do teu suor sobre o meu ombro...

 

De que me valeu morrer para a vida sentindo o teu cheiro...

 

Não negues

Sou teu

És minha vida

Não sou feliz

Nem mesmo tu és

Não queremos viver o que vivemos

Mas não me cobres

Fiz o que tu quiseste

 

Nunca viveremos juntos

Nunca seremos um par

Nem amantes

Nunca cobraremos Cervantes

Quem sabe um dia viveremos Camões

Mas isso não nos interessa

Sem pressa continuo a fugir de ti

Sei

Teu amor não é minha culpa

Mas sei que do meu amor é tua a culpa

Não negue

Não fuga

Não conseguirás fugir de mim


Abel Carvalho

 



Escrito por Abel Carvalho às 10h36
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Só o amor

Vivi tantos sonhos sem querer
Dormi tão pouco em toda a minha vida
Já cansado e decidido te encontrei
Relutei
Mas sonhei de novo mesmo sem poder dormir

O que [tu] és
O que [eu] sou
Pouco [me] importa

Quero tanto isso que às vezes dói
Não [te] ver
Não [te] ter
Não [poder] está contigo
Nem [mesmo] ser teu amante

Mas sei
Sei
Tu me disseste
Sou teu amor não tua vida

Teu sonho
Então
É minha despedida
Teu desejo
Tua escolha
A minha nova decisão

Amar
Sonhar
Às vezes não é tudo
Vou viver sonhando [de novo]

Morrer
Dormir
Quem sabe
Um dia renascer ao por do sol
E murmurar como querias
Ao teu ouvido

Sussurrar
Soprar
Isso não faz sentido
... É só o amor...

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 17h53
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Se tu não estás aqui...

Não sei até aonde ainda posso ter esperanças

Eu nem mesmo confio mais em mim

Tentei me apegar ao amor que sinto por Te

Mas nem mesmo isso consegue me arrancar da letargia

Infinda que eu vivo desde que tive a certeza

De que tu não és mais minha

Brinquei com os meus próprios sonhos

Destruir a minha vida de forma vil e sorrateira

Cavei meu próprio precipício e esculpi a minha tumba

Perdi-me como um anjo destronado e não consigo mais

Encontrar um novo caminho

Tenho os olhos cegos

A boca muda

As mãos e pés atados na minha própria sordidez

Não sou e nem mesmo quero mais ser nada

Não tenho futuro nenhum

Não sou arrimo

Apenas tenho culpa e me culpo milhões de vezes

Por infinitas noites insones

Queria ter a coragem dos suicidas

E a força dos miseráveis

A fé dos incautos e a sutileza dos enganadores

Mas sou apenas um homem fraco como todos os homens comuns

Não planejo mais apenas sigo o meu destino

Como se nisso eu ainda acreditasse

Quero apenas que o tempo corra e a vida siga

Mesmo que tenha que fazer sangrar a minha consciência

A cada vez que eu pensar em ti

 

 

Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 16h12
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Apógrafo da dor

Divido contigo o apógrafo dessa dor

Da fome que me cega e me atormenta

Do tempo que a vida afugenta


Divido contigo o peso da saudade

O pavor de um dia te perder


Divido contigo o medo

A vida sem sentido

O beijo


Esqueço de ti hoje para sempre

Mesmo que te veja a cada noite

A cada fria madrugada

Te direi não mil vezes

Por mais que minhas palavras soem sem sentido


Divido contigo a dúvida do querer

A gula do saber

O tempo que não veio

A lua que sonhamos

A força que não temos


Que me permita Ele

Inverter meus sentimentos

Fazer da dor um novo momento

Seguir em frente sem rumo

Como o vento

Construir

Reconstruir

Refazer

Desmanchar

Viver de novo


Divido contigo o teu próprio sentimento

Traslado como meus todos os teus desejos

Pois sei que sabes dos meus desejos

E sei que sabes que eles também são teus


Abel Carvalho



Escrito por Abel Carvalho às 17h51
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